A
preparação do espetáculo iniciou-se em outubro de 2013, com leituras e
discussões em torno do teatro negro. A leitura do texto "Matando um
neguinho" do sociólogo Rodrigo Ednílson, serve como mote para a montagem,
o texto conta como foi a trajetória de auto-conhecimento e de busca pela
identidade do autor desde a sua infância até a morte do "neguinho",
que tanto no texto quanto no espetáculo é colocado como o negro que não se
reconhece como tal e por isso é atormentado pelo racismo. Sendo que a única
forma de se libertar é lutando, se conhecendo e assim matar o
"neguinho" para renascer em outra vida em que o sujeito não é mais
passivo ao processo.
Em
janeiro de 2014 participamos da oficina de teatro negro oferecida pelo
Professor Dr. Marcus Alexandre da UFMG. Participamos também do “encontro das
crespas” no parque municipal, onde houveram trocas com dezenas de jovens
negros. A partir daí iniciamos os ensaios e a experimentação com a intervenção
artística no bairro Serrano onde se localiza a sede da ZAP 18.
foto: Simão Kursseldorff
O
espetáculo “Memórias Póstumas de um Neguinho” estreou no dia 23 de Abril na
Mostra Benjamim de Oliveira.
E participou da Mostra Não vai ter Copa – Não
Estamos no FIT da ZAP 18.
